Bairro ‘ao lado’ de reservatório em Orlândia, SP, reclama de falta d’água

Famílias alegam que desde dezembro têm problemas de abastecimento. Prefeitura culpa baixa captação em poços e anuncia obra a partir de novembro.

Moradores de Orlândia (SP) reclamam da falta d’água diária mesmo habitando uma área próxima a um reservatório do município. Cerca de 150 famílias do Jardim José Vieira Brasão alegam que as caixas d’água se esvaziam com frequência e as torneiras ficam secas a partir do período da tarde. A Prefeitura informou que a queixa é resultante da baixa captação de poços artesianos, insuficiente para garantir pressão que leve água às residências. O Ministério Público acompanha o caso.

Pressão de reservatório é insuficiente para abastecer bairro (Foto: Maurício Glauco/ EPTV)
Pressão de reservatório é insuficiente para
abastecer bairro (Foto: Maurício Glauco/ EPTV)

A dona de casa Cristiane Regina Santana diz que desde dezembro só tem acesso a água corrente na torneira em determinados períodos do dia. Situação que a leva a improvisar para fazer as tarefas de rotina. “Eu guardo água no tambor, quando não, vou para a minha sogra. Lavo roupa e esfrego e venho enxaguar na torneira da frente quando sai um pouquinho”, afirma.
Com um salão de beleza no Jardim José Vieira Brasão, a cabeleireira Géssica Vilela reclama que perdeu clientes devido ao desabastecimento. Ela explica que principalmente aos fins de semana o problema se agrava. Em alguns casos, a proprietária acaba pedindo aos frequentadores que cheguem com o cabelo molhado no salão. “Já passamos por vários constrangimentos. Sempre a gente no meio dia tem que ligar e pedir para o cliente vir com o cabelo lavado”, diz.
Diante das constantes reclamações, o Ministério Público instaurou um inquérito sobre o problema e se reuniu com representantes da Prefeitura para pontuar soluções no início da semana. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Hugo Degiovanni Neto, a reunião foi convocada porque as reclamações relacionadas ao desabastecimento aumentaram nos últimos 20 dias.
Após o encontro, ele alega que ficou estabelecido que a Prefeitura disponibilize caminhões-pipa para garantir o abastecimento em casos de emergência enquanto providências não são tomadas. “Temos ainda água no período da manhã, que se prolonga até duas, três horas da tarde. Se por acaso acontecer de não se conseguir manter o reservatório cheio durante a noite, a gente pode ter falta já no período da manhã. Ficou acordado que o representante dos moradores vai nos avisar e a gente vai providenciar caminhões-pipa para abastecimento”, afirma.
Segundo ele, o desabastecimento nas casas do Brasão está relacionado à baixa captação nos poços artesianos que cobrem a região. Sem volume, o reservatório não tem pressão suficiente para distribuir água para as casas.
Neto explica que a solução definitiva virá com a instalação de um poço artesiano com capacidade para captar 180 litros por segundo, cuja licitação está prevista para novembro. Enquanto isso, a saída provisória será setorizar a distribuição de água para as 150 casas a partir de um novo reservatório com capacidade para 200 mil litros.

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