Bahia já registra seis mortes em decorrência das chuvas.

SALVADOR, ARACAJU – Ainda chove no Nordeste e a previsão é de tempo instável neste fim de semana. Em Salvador, 168 famílias estão desabrigadas. Em todo o estado da Bahia, seis morreram em decorrência das chuvas dos últimos dias. A capital baiana tem 540 áreas de risco e bairros da periferia são os mais atingidos. Em aracaju, capital de sergipe, mais de 3.800 pessoas estão desabrigadas e seis cidades decretaram emergência.

Desde a última quarta-feira chove forte na cidade. A chuva que caiu logo no começo da manhã desta sexta-feira fez com que a Coordenadoria de Defesa Civil de Salvador (Codesal) recebesse 34 solicitações de emergência. Dois imóveis desabaram e ocorreram 13 deslizamentos de terra, Ainda não há informações sobre feridos.

Desde 2007, a prefeitura de Salvador recebeu R$ 67,1 milhões do governo federais para resolver os problemas decorrentes das chuvas. Foram dez convênios no valor total de R$ 106,5 milhões com o Ministério da Integração Nacional, gerido até março deste ano por Geddel Vieira Lima, pré-candidato do PMDB ao governo da Bahia. Salvador foi a cidade que mais recebeu verbas em todo o país. Agora, com a chuva dos últimos dias, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), anunciou que pedirá mais R$ 250 milhões ao governo federal para consertar os estragos.( leia mais em o globo digital, exclusivo para assinantes )

A verba liberada pelo governo Lula deveria contemplar obras de contenção de encostas, reconstrução de escadarias, macrodrenagem de áreas críticas, controle de erosão, recursos para auxílio-moradia a desabrigados, além de aquisição de veículos. Os convênios foram assinados quando a prefeitura de Salvador estava sob estado de emergência, entre 2007 e 2009, o que permitia a contratação de serviços sem licitação.

Na quinta-feira, o órgão fechou com um balanço de 657 solicitações de emergência. Na Vila Canária, onde a terra deslizou sobre uma casa e matou dois meninos, de 2 e de 6 anos, moradores deixaram suas casas. Nesta quinta, o dia foi de transtornos. As aulas foram suspensas em toda a Região Metropolitana de Salvador, que decretou emergência.

No bairro Bate Facho o estacionamento e a praça de um condomínio viraram uma grande piscina de lama. Os moradores ficaram ilhados. No mesmo local carros e caçambas parados. Um dos carros virou e precisou ser amarrado a uma árvore para não ser levado pela correnteza. Todo comércio fechou. Em Campinas de Pirajá seis casas desabaram. As famílias já tinham abandonado tudo. Já em Pirajá, um outro desabamento atingiu um menino de quatro anos que foi levado pela água. Os moradores conseguiram retirar a criança com vida da correnteza.

Em um condomínio no bairro do Imbuí, os carros ficaram cobertos. A Avenida Bonocô virou um rio.

Na avenida ACM, perto do antigo Colégio Teresa de Lisieux, o córrego transbordou e tomou as duas pistas. Em outro ponto da avenida, no sentido Rótula do Abacaxi, o trânsito parou. Muita gente desceu dos ônibus e seguiu a pé. No parque São Bartolomeu a água alagou várias casas e o local ficou sem energia elétrica. Na Avenida San Martin, uma encosta da garagem de uma empresa de ônibus desabou atingindo as casas da região.

Muitas famílias não saíram de áreas de risco e afirmam que não têm para onde ir.

Além de Salvador, mais 25 cidades da Bahia estão em situação de emergência. Nos municípios de Lauro de Freitas e Camaçari rios transbordaram. De acordo com a Defesa Civil do estado, ruas estão alagadas, pontes interditadas, falta energia e há risco de deslizamentos.

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