BA: Mobilidade tem que ser pensada para o pós-Copa

Karlo Dias e Léo Barsan – Salvador

O Road Show, realizado na tarde de ontem, em Salvador, abriu uma janela para debate dos projetos de mobilidade e infraestrutura urbana. Engenheiros, arquitetos e representantes dos governos municipal e estadual discutiram as necessidades da capital baiana no pós-Copa.

O representante da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Eduardo Copello, apresentou a Matriz de Responsabilidades da mobilidade urbana para a Copa de 2014. O projeto prevê a construção de um corredor estruturante entre Salvador e Lauro de Freitas, na Região Metropolitana, ao custo de R$ 570 milhões (assegurados pelo PAC da Mobilidade Urbana), mais complemento a ser garantido pelo PAC 2.

“A situação atual é o trilho com vias alimentadoras em BRT (Bus Rapid Transit) e ônibus comum. Estamos em fase de audiências públicas, elaboração do termo de referência, licitação e contratação de PPP (Parceria Público-Privada) até o final deste ano”, afirma.

Outros dois corredores transversais alimentadores ligando o Centro Administrativo da Bahia (CAB), avenida Gal Costa e região, e avenidas Orlando Gomes e 29 de março, devem consumir R$ 468 milhões e R$ 482 milhões, respectivamente. Os recursos estão previstos no PAC da Mobilidade Urbana. Além disso, a segunda etapa do metrô (Acesso Norte-Pirajá) também integra o projeto. No entanto, o orçamento para execução da obra ainda está em fase de elaboração pelo Exército.

Na opinião do arquiteto Carl Von Hauenschild, a proposta de mobilidade urbana apresentada pelo governo para a Copa é equivocada, pontual e limitada. “Não é possível que em 60 dias se possa pensar em um plano de mobilidade para uma cidade como Salvador, com tantos problemas”, critica.

O arquiteto acredita que a capital baiana precisaria de um Plano Diretor de Mobilidade. “Teríamos que ter um plano para os anos após a Copa”, admitindo que não há tempo hábil para elaborar este documento até 2014.

“Estamos perdendo a oportunidade de aproveitar os recursos disponíveis e oferecer soluções viáveis e em longo prazo para a cidade”, lamenta. Segundo Hauenschild, a mobilidade não se resume à escolha da tecnolocia ou do moldal. Para ele, no caso de Salvador, os projetos não atenderão à demanda da população soteropolitana por não passar pelos grandes centros de moradia.

Sobre o entorno da arena, de acordo com Eduardo Copello, da Sedur, a matriz de responsabilidade contempla a criação de rotas acessíveis com a construção de duas mil vagas de estacionamentos num raio de até 1,5 km em relação à Fonte Nova.

Obras de microacessibilidade como a construção de um complexo de viadutos também estão previstas. Os projetos estão em análise pela Caixa e devem ser aprovados até o final deste mês. O prazo para entrega é de um ano a partir do início da construção que terá R$ 41 milhões assegurados pelo Orçamento Geral da União (OGU) além de contrapartida do estado.

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