Aumento do fluxo de veículos preocupa Ministério Público.

O problema é que o equipamento está sendo construído em plena Washington Soares, cujo trânsito já é tão saturado

As obras do novo Centro de Eventos, que o Governo do Estado do Ceará está construindo na Avenida Washington Soares, continuam a pleno vapor. De acordo com o superintendente do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Quintino Vieira, 25% a 30% da obra já foram executados e todos os atrasos do cronograma estão sendo compensados. O Centro de Eventos está orçado em R$ 279 milhões e terá capacidade para receber até 30 mil pessoas.

Tudo estaria muito bem, não fosse pelos problemas que o equipamento poderá gerar no trânsito do local. A expectativa é que o fluxo de veículos naquela região aumente com o início das atividades do empreendimento. A Avenida Washington Soares tem, hoje, um dos piores tráfegos da Capital e, com a nova construção, a tendência é de que a situação seja agravada ainda mais.

Projeto

Somente após ser questionado por promotores do Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas Públicas do Trânsito, do Ministério Público Estadual (MPE), é que a Secretaria de Turismo do Estado (Setur) desenvolveu um projeto de acessibilidade para o novo Centro de Eventos. “A Lei é muito clara: toda obra, construção ou edificação precisa de um Relatório de Impacto no Sistema de Trânsito (Rist). Eles sabiam disso. O projeto de acesso deveria ter sido feito desde o início, junto com o da construção do Centro, mas não foi”, criticou o promotor Gilvan Melo.

Está prevista para o próximo dia 16 de maio, a abertura da documentação de licitação para construção da obra de acessibilidade ao Centro de Eventos. Em seguida, cerca de 20 a 30 dias depois, é que será conhecido o nome da empresa vencedora da concorrência. Entre 1º e 10 de maio, as empresas deverão estar inscritas na Comissão de Concorrência Pública.

Contudo, mesmo com o processo de licitação aberto, o MPE continua preocupado, pois as obras seguem em ritmo acelerado e, ao que tudo indica, o Centro de Eventos do Ceará, previsto para ser inaugurado em janeiro de 2011, deverá ficar pronto antes mesmo das obras de acesso ao equipamento, que levarão ainda em torno de 18 meses para serem concluídas.

Prazo

O promotor Gilvan Melo esclareceu que o MPE não tem nenhuma objeção em relação aos 18 meses propostos pela Setur para término das obras de acesso ao novo Centro de Eventos, assim como disse não ter nada contra a construção do prédio. Ao contrário, ele ressaltou entender que se trata de uma obra muito importante para o Estado e que trará enormes benefícios em termos econômicos e culturais, não apenas para a Capital.

No entanto, o promotor foi bastante taxativo quando disse que o equipamento só poderá funcionar após o término das obras de acessibilidade. “Não tem como funcionar antes. Apoiamos a ideia de um Centro de Eventos, mas foi infeliz a escolha do lugar. A Washington Soares é uma avenida que está saturada. Não tem como construir mais nada ali. Posteriormente vamos ver que outros problemas serão gerados”, previu.

O Ministério Público do Estado quer uma garantia de que as obras de acesso vão realmente ser finalizadas no prazo de 18 meses. “Não sabemos se o Bismarck (Maia, secretário de Turismo) vai ficar até o fim do mandato. Muito menos se o governador será reeleito. Portanto, trata-se de uma garantia muito justa”, argumentou.

Gilvan Melo disse ainda que, dessa forma, o Ministério Público está colaborando com o Estado e zelando pelo povo cearense. “O nosso objetivo é um só: melhorar a vida de todos dentro do que diz a Lei”, completou.

Acessibilidade

O superintendente do DER, Quintino Vieira, garantiu que, em termos de acessibilidade, “está 100% resolvido”. Quatro passarelas subterrâneas (túneis) serão construídas. Dois na própria Washington Soares, sendo um de cada lado, e mais dois perpendiculares à Avenida.

OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Obras têm que ser entregues juntas

Odilo Almeida Filho
Presidente do IAB-CE

Esperamos que as obras essenciais para suportar o aumento do trânsito no local sejam suficientes para atender às demandas produzidas pelo funcionamento do equipamento e inauguradas concomitantemente ao Centro de Eventos.

À sociedade civil e aos seus segmentos organizados cabe o papel de acompanhar e aferir a exatidão das soluções projetadas e fiscalizar a correta execução das obras para que o interesse público e a qualidade da vida urbana não sofra impactos negativos e para que o Centro proporcione os esperados resultados positivos.

O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental do empreendimento foram aprovados no Conselho Estadual do Meio Ambiente, sendo, na ocasião, apresentadas também várias soluções para o trânsito. Foram apresentadas ainda soluções viárias envolvendo intervenções físicas.

LUANA LIMA
ESPECIAL PARA CIDADE

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