Até a PF teve prédio erguido por acerto de empreiteiras

Inquérito constata que construtoras burlaram concorrência para a sede do INC

Empresa que abandonou a licitação para fazer a obra confirmou ter feito acerto “por fora” com a Gautama, que venceu a concorrência

O esquema usado por empreiteiras para driblar os processos de licitação e repartir contratos públicos “por fora” não poupou nem a obra do prédio onde trabalham os peritos da Polícia Federal que investigam os “consórcios paralelos”.

Auditoria do governo federal e inquérito da PF constataram que quatro construtoras fizeram um pacto a fim de burlar a concorrência para a construção da nova sede do Instituto Nacional de Criminalística.

Os peritos do INC são justamente aqueles que analisaram os documentos apreendidos em quatro operações policiais (Castelo de Areia, Caixa Preta, Aquarela e Faktor -ex-Boi Barrica) e verificaram que, em todo o país, as empreiteiras fecham previamente acordos à margem das licitações para dividir a execução das obras e os respectivos pagamentos. Os “consórcios paralelos” foram motivo de série de reportagens da Folha nesta semana.

No caso do prédio do INC, obra iniciada em 2002 e concluída em 2005, as empresas fraudadoras da licitação colocaram em contrato as cláusulas do acerto, no qual detalharam toda a divisão “por fora”.

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