Asiáticos entram firme na disputa do trem-bala.

Japão, Coréia e China negociam com o governo como poderão participar do leilão

Da redação
postado em 23/03/2010 18:12 h
atualizado em 23/03/2010 18:32 h

Conforme se aproxima o dia do lançamento do edital de licitação do trem-bala Rio-SP, os interessados nesta que é a maior obra do PAC, orçada em R$ 34 bilhões, se organizam para a disputa, destacou o jornal Folha de S. Paulo em matéria de Humberto Medina publicada nesta última sexta-feira (19/2).

A notícia vem a público pouco mais de um mês após a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ter se declarado favorável à presença asiática nas obras para o TAV. Na ocasião, ela afirmou: “os asiáticos têm uma prática de fazer (obras) em tempo menor”. Dilma assegurou ainda que o trem de alta velocidade deverá entrar em operação durante a Olimpíada de 2016, mas não garantiu o mesmo em relação ao Mundial de 2014.

Quem está na disputa
Nas últimas semanas, negociações vem ocorrendo intensivamente entre empresários e governo, e já surgem duas combinações de consórcios possíveis: a empreiteira Andrade Gutierrez com os grupos japoneses (Mitsui, Toshiba, Hitachi, Mitsubishi e Japan Railway) e o Grupo Bertin com os sul-coreanos (Samsung e Hyundai). Já a posição dos chineses intriga as autoridades brasileiras – inicialmente parecendo tender à associação com a Odebrecht, agora os orientais sinalizam a possibilidade de entrar sozinhos, e somente com a obra assegurada partir para negociações com algum grupo nacional.

Nessas conversas, os empresários também vêm insistindo com o governo para que sejam modificados aspectos do edital que consideram inadequados. Em muitos pontos, o governo cedeu. Agora, a expectativa é em relação à aprovação dos estudos pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e de eventuais mudanças que o órgão venha a sugerir.

Regras
A construção do trem-bala exigirá pesado financiamento público. Para minimizar esse aspecto, uma das regras do edital prevê que o vencedor seja a empresa ou o consórcio que pedir menos dinheiro ao Estado. Esse critério terá peso de 70% na classificação.

O valor da tarifa também será levado em consideração, com peso de 30%. Quem pedir a menor tarifa leva vantagem, respeitado o teto estabelecido pelo governo: R$ 0,50 por quilômetro, ou R$ 206,15 entre os centros das duas cidades (da estação Barão de Mauá, no Rio, até o Campo de Marte, em SP).

O governo brasileiro participará do consórcio vencedor por meio de uma empresa pública, que aportará até R$ 3,4 bilhões. Haverá financiamento direto da União, de até R$ 20,8 bilhões, com prazo de vencimento de 30 anos.
A empresa pública terá como objetivo absorver a tecnologia de transporte ferroviário de passageiros em alta velocidade, para utilizá-la nos próximos projetos: ligação Viracopos-Belo Horizonte e São Paulo-Curitiba.

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