Após retornar de visita técnica nos EUA, prefeito descarta usina regional

Silvio Barros afirma que um consórcio intermunicipal para gerenciar o lixo produzido em Maringá e região está fora dos planos da prefeitura

Edmundo Pacheco
epacheco@odiariomaringa.com.br

A prefeitura de Maringá já iniciou o processo para a nova licitação do lixo da cidade e não vai mais implantar uma usina regional, com a participação das outras 12 cidades da Região Metropolitana (RMM). Estas foram as principais informações dadas ontem pelo prefeito Silvio Barros II, ao voltar dos Estados Unidos, onde foi conhecer uma tecnologia que pode ser a solução para a questão do lixo da cidade.

“Vamos fazer nossa licitação e resolver nosso problema. Aí, as cidades que quiserem poderão utilizar nossa tecnologia”, revelou Silvio, dizendo ter ficado impressionado com o sistema da Chinook Energy.

A empresa americana que o prefeito visitou é uma das maiores do mundo no desenvolvimento de tecnologia de gaseificação de lixo. Além de Estados Unidos e Europa, a empresa já opera no Rio Grande do Sul, onde tem uma usina que transforma resíduos em energia e recicla o material restante, evitando problemas ambientais.

Para se instalar em Maringá, a Chinook terá que conseguir as licenças ambientais, além de autorização da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já que terá que vender a energia elétria ao mercado consumidor como qualquer outra geradora.

Disputa
Para Silvio Barros, a tecnologia da Chinook atende às necessidades de Maringá e a empresa tem condições de participar do processo de licitação para a destinação final do lixo da cidade, porém o município não vai dar privilegios à empresa.

“Eles estão dispostos a vir participar da licitação e disputar esse mercado. Terão que passar por todo o processo de licenciamento e concorrência pública”, disse o prefeito. Para Sílvio Barros, a tecnologia é viável e interessante. “Principalmente porque é capaz de processar qualquer tipo de resíduos, desde lixo doméstico, até hospitalar e industrial”, explicou.

De acordo com o prefeito, o que mais chamou a atenção no processo da empresa americana, chamado de “piólise e gaseificação”, é a capacidade de geração de energia a partir do lixo. Para se adaptar à quantidade de lixo produzida por Maringá, a empresa deve implantar 3 unidades geradoras de energia, cada uma com 40 mil toneladas cada por ano.

“Isso permite que mais à frente, caso os municípios da região queiram participar, bastará implantar novas unidades. Do ponto de vista administrativo, não vemos problema algum. O que aconteceu em relação a Sarandi, não aconteceria com Maringá. Todo mundo que quiser mandar lixo para cá, pode mandar que a gente aceita”, disse o prefeito.

Silvio Barros explicou que ainda não tem um local para a implantação da usina, mas adiantou que o município já pediu licenças ambientais para 3 terrenos, um deles, ao lado do antigo aterro. “Eu acho que seria interessante implantar na área do antigo aterro, até para aproveitar o lixo que tem lá para a geração de energia e resolver o problema daquele passivo gigantesco, mas não me meto mais nessa história”, declarou.

Segundo Barros o processo de licitação para a destinação definitiva do lixo – que terá que ser iniciado até o final do ano – vai tratar o lixo como ativo. “Lixo é fonte para gerar energia e receita. Queremos olhar para o lixo não como algo que se enterra, mas como algo que gere beneficio para a comunidade. Queremos zerar este passivo”, afirmou.

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