Após flagrar remédios vencidos, MP vai monitorar distribuição em Maceió

Promotores cobram explicações sobre estoque de remédios fora do prazo. Prefeitura de Maceió diz que material chegou ao estoque preste a vencer.

Após a denúncia da TV Globo, que flagrou o desperdício de remédios na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) de Maceió, localizada no bairro do Barro Duro, onde medicamentos foram encontrados fora do prazo de validade, representantes do Ministério Público Estadual (MP) vão acompanhar junto à Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS) a chegada e a distribuição dos medicamentos nos postos de saúde da capital alagoana.
Para isso, os promotores emitiram uma recomendação para a SMS cobrando explicações sobre a grande quantidade de medicamentos fora do prazo de validade no estoque da CAF, documento que deve ser entregue no prazo de 30 dias; e solicitou que mensalmente seja encaminhado para o MP um relatório sobre a movimentação de todos os remédios distribuídos nos postos da saúde pública.
Em nota, a SMS informou que alguns dos medicamentos vencidos fazem parte de uma remessa distribuída desde 2012, sendo que alguns sobraram. A outra parte chegou por meio da Ministério da Saúde com prazo de validade curto. E outros 3 tipos de medicamentos vencidos oriundos de doação foram distribuídos, sobrando também uma parte destes, que acabou vencendo.
A SMS afirmou ainda que em nenhum momento deixou de fazer a distribuição de medicamentos nas unidades de saúde pública de Maceió, e que os remédios que estão faltando serão adquiridos através de licitação para abastecer as farmácias dos postos de saúde.
Denúncia
A equipe da TV Globo flagrou o desperdício de remédios na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) de Maceió, localizada no bairro do Barro Duro, parte alta da cidade. No depósito onde ficam estocados os medicamentos distribuídos a 68 hospitais e postos de saúde administrados pela prefeitura havia dezenas de caixas com remédios vencidos há dois meses.
De suplementos alimentares, remédio para diabéticos e até de uso controlado por pacientes psiquiátricos. Remédios que estão em falta nos centros de assistência da capital eram encontrados nas caixas de estoque.
De acordo com a CAF, a distribuição dos remédios só pode ser feita quando chegam pedidos das unidades de saúde. “Quando assumimos a gestão, já estavam em estoque aqui na Central de Abastecimento. Foi uma quantidade que tinha bastante excesso”, afirmou Venício Ferreira Rocha, coordenador de farmácias.
Desperdício que revolta a dona de casa Maria de Fátima da Silva. “”Nós que somos doentes precisamos de remédio e não temos medicação. Tem vezes que eu ando aqui direto atrás de remédio e não acho em posto nenhum. Se eu não tomar o remédio eu vou ser internada, eu não quero ser internada”, disse.
O problema se repete na unidade psiquiátrica da prefeitura. Segundo uma atendente que preferiu não se identificar, quase todos os remédios estão em falta há mais de um mês.
Nas unidades básicas de saúde a situação também é parecida. Para os pacientes que precisam dos remédios, só resta lamentar. “Isso é uma falta de vergonha. Um remédio que a pessoa tem que tomar controlado, não tem dinheiro para comprar, é assalariado e vive numa miséria dessa”, afirmou a aposentada Maria Luiza de Oliveira.
Apesar da falta de remédios nas unidades de saúde, o coordenador de farmácias da prefeitura afirmou que os medicamentos passaram da validade porque não houve demanda. Ele disse ainda que as caixas vencidas já estavam separadas para o descarte. A prefeitura anunciou que vai abrir uma licitação para a compra de novos remédios.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

    Pesquise as licitações no seu segmento agora

    Preencha seus dados para concluir a pesquisa

    Confira quantas oportunidades de venda existem no momento.
    Digite nome, e-mail e telefone para ver os resultados.





    Oportunidades de negócio esperando por você

    Aproveite o nosso período de teste gratuito e tenha sucesso no mercado de licitações.

    Licitações e dispensas