Após dois anos fechada e duas licitações fracassadas, Rua 24 horas ainda é polêmica

Prefeitura havia prometido entregar obra em agosto e nova proposta é alvo de críticas

Dois anos fechada, mesmo após duas licitações frustradas, a Rua 24 horas continua no centro da polêmica. Para quem passa por ela, o turismo da cidade perde com o local fechado e quem trabalha por perto ainda tem que conviver com a falta de segurança no local. “Dá até medo passar pelo meio dela. Conheço muitas pessoas que foram assaltadas por ali”, afirma a adminstradora de empresas Carolina Penteado, 35 anos, que trabalha no prédio que fica em cima da Rua 24 horas. Sem interessados nas licitação, a Prefeitura resolveu assumir a reforma a administração e havia prometido entregar o local reformado em agosto deste ano, o que não aconteceu e ainda parece longe de acontecer. “O que irrita é a morosidade do poder público. Tantos anos para resolver um problema”, diz o comerciante Luiz Souza Beffa, 62 anos.

Até mesmo a nova proposta da prefeitura para resolver o problema também tem sido alvo de críticas da oposição. Protocolado no dia 5 de outubro, o projetoprevê o remanejamento do valor da secretaria para a Urbanização de Curitiba S.A (URBS), responsável pela Rua 24 horas. Pelo projeto, o dinheiro estava destinado para a compra de material permanente e implementação de programas voltados à geração de trabalho, emprego e renda, previstos no orçamento de 2009. O projeto foi aprovado com cinco votos a dois. Foram favoráveis os vereadores Paulo Frote, Felipe Braga Cortes, João do Suco, Odilon Volkmann, todos do PSDB, e Sabino Picolo (DEM). As vereadoras Noemia Rocha (PMDB) e Professora Josete (PT) votaram contra a proposta.

Professora Josete, líder da bancada de oposição, disse que não é contrária a reforma da Rua 24 horas, mas não concorda que o dinheiro venha da secretaria do trabalho. “A secretaria do trabalho já tem poucos recursos e se diminuir ainda fica mais complicada a situação. O argumento de que o dinheiro não seria utilizado este ano é ainda pior, pois precisamos usar toda verba disponível para políticas de geração de emprego”, afirmou.

A Rua 24 horas foi fechada para reformas em setembro de 2007. Desde então, passaram-se duas licitações – sem que nenhuma se concretizasse por falta de interessados. Em novembro de 2008, a prefeitura anunciou que faria por conta própria a revitalização do local e que as obras começariam em janeiro. A previsão era de que o local estaria pronto para receber o público curitibano e os turistas no mês de agosto, mas até agora as obras não começaram. Rua 24 Horas foi inaugurada no dia 11 de setembro de 1991 e está localizada na quadra entre as ruas Comendador Araújo e Emiliano Perneta, no Centro da capital. Ela serve de ligação entre as ruas Visconde de Nácar e Visconde do Rio Branco.Foi a primeira rua comercial coberta do Brasil. Na época da inauguração, havia 42 lojas, bares e restaurantes que funcionavam dia e noite, mesmo nos feriados. Com o passar do tempo, alguns comerciantes desistiram de abrir 24 horas. No dia 10 de outubro de 2007, os últimos seis comerciantes que ainda trabalhavam no local deixaram a Rua 24 Horas. Nesta época as lojas funcionavam no máximo até as 23 horas.

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