ANTT discutirá participação dos Correios no trem-bala

Renato Andrade – O Estado de S.Paulo
Os Correios podem entrar na disputa do trem-bala que o governo pretende licitar em abril. A possibilidade da estatal participar de um dos consórcios será discutida na próxima semana com a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pela licitação.

Mesmo que a estatal decida se associar com outras empresas, a direção da ANTT afirmou ontem que não pretende adiar o leilão, como fez em novembro de 2010. “Não há decisão de alterar o edital e a data do leilão do Trem de Alta Velocidade. Ao contrário do ano passado, hoje não existe pressão para mudar o prazo”, afirmou o diretor-geral da agência, Bernando Figueiredo.

De acordo com matéria publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo, a participação dos Correios exigiria uma alteração do edital, o que poderia forçar o governo a adiar, mais uma vez, o leilão. Para a ANTT, entretanto, a entrada dos Correios é uma “decisão empresarial” que terá de ser tomada seguindo as regras do edital.

Em janeiro, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, solicitou ao presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que estudasse a possibilidade da estatal se tornar “cliente efetivo” do trem-bala. A ideia era garantir um vagão para a estatal, uma vez que 80% do tráfego de serviços dos Correios estão concentrados nas regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo.

Sócio. Ontem Paulo Bernardo reconheceu que a proposta de cliente efetivo poderia evoluir para a de sócio do empreendimento, mas ponderou que essa mudança terá de ser discutida pelo conselho de administração da estatal, o que ainda não ocorreu. O ministro será o futuro presidente do conselho.

Os Correios, por sua vez, afirmaram que a entrada da empresa como sócia no empreendimento só se dará se os estudos que estão sendo feitos indicarem que a alternativa é “possível e viável”.

Figueiredo, da ANTT, afirmou que algumas mudanças pontuais deverão ser feitas no edital, mas nada que mude a essência do documento. “Vamos deixar alguns pontos – que têm gerado dúvidas entre os investidores – mais claros.”

Uma delas é a transferência de tecnologia. A agência vai explicar melhor como deverá ser o critério de escolha das empresas. Outra medida é incorporar as condições do financiamento no edital. As mudanças têm de ser feitas até o dia 15./ COLABOROU RENÉE PEREIRA

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