ANP reclama, mas atraso está ligado à redução das licitações.

O gráfico abaixo é a prova de que houve redução das licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) durante o governo Lula.

Wagner Freire, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras, lembra que no governo Fernando Henrique as licitações dos blocos de petróleo eram realizadas sistematicamente, no mês de junho. Depois, começaram a escorregar para agosto, novembro. Na nona rodada, em 2007, poucos dias antes do leilão, a ANP retirou 47 blocos do pré-sal sobre os quais havia mais interesse. Já a décima rodada saiu em dezembro de 2008, quase no Natal, e as licitações pararam por aí.

No Golfo do México, há anos, são realizadas duas licitações por ano.

Em entrevista à repórter Ramona Ordoñez, do jornal O Globo, o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, disse que é preciso pressa, “correr atrás do nosso petróleo”, porque os Estados Unidos, depois do acidente, vão investir mais em outras fontes de energia. “Temos que nos adiantar para evitar que a gente fique com um mico”, disse.

Se o país perdeu o melhor momento, está atrasado ou prestes a ficar com o mico na mão, a culpa disso é do governo e da ANP, como se vê. Eles não correram quando deveriam ter feito isso. Agora, querem acelerar o processo, quando é hora de rever os procedimentos, por conta do vazamento no Golfo do México, que mudou a perspectiva de toda a indústria do petróleo.

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