Ampliação da coleta mecanizada em Caxias depende de R$ 3,8 milhões da prefeitura.

Aporte de recursos está sendo solicitado pela Codeca, empresa responsável pelos serviços

Atualizada às 06h38min

Roberto Carlos Dias | roberto.dias@pioneiro.com

A implantação da terceira fase da coleta mecanizada do lixo em Caxias do Sul depende de aporte financeiro na ordem de R$ 3,8 milhões por parte da prefeitura para sair do papel. Essa é a projeção que está sendo feita pela Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca), responsável pelo recolhimento dos resíduos.

Você concorda com o aporte de verba pública por parte da prefeitura para ampliar o capital da Codeca, já que trata-se de uma empresa de economia mista?

A empresa de economia mista prevê R$ 10,8 milhões para colocar em operação o plano de compra de mais seis caminhões e de contêineres para ampliar o serviço nos abirros Cinquentenário, Colina Sorriso e Petrópolis. Do investimento, R$ 6 milhões serão de financiamento bancário, R$ 1 milhão das reservas da Codeca e os outros R$ 3,8 milhões da prefeitura.

A notícia sobre o aporte financeiro solicitado pela Codeca à administração do prefeito José Ivo Sartori (PMDB) pegou até vereadores de base aliada de surpresa. Para convencer os parlamentares a aprovarem o projeto em gestação no Executivo, o diretor-presidente da Codeca, Adiló Didomenico, foi até o Legislativo caxiense explicar os motivos para aliados políticos na terça-feira, excluindo do encontro a bancada do PT.

O projeto de lei com o pedido de socorro está sendo elaborado pela prefeitura e nem chegou na Câmara de Vereadores, mas já provoca polêmica. A líder da bancado do PT, Ana Corso, anuncia que vai cobrar esclarecimentos sobre a necessidade desse aporte. A vereadora relembra que quando o plano para a terceira fase anunciado, em 9 de outubro do ano passado, a possibilidade de destinar recursos da prefeitura não foi aventada.

— Vamos querer saber o que houve com as contas da Codeca. Na época, disseram que a Codeca tinha os recursos para bancar a ampliação do sistema. O que ocorreu? — indaga Ana.

Adiló responde. Ele explica que a Codeca projetava receita líquida de R$ 2,5 milhões em 2009, mas fechou o ano com R$ 775 mil de lucro.

— Se tivéssemos atingido a meta dos R$ 2,5 milhões, teríamos conseguido cerca de R$ 8 milhões de financiamento na licitação aberta para as instituições bancárias participarem — explica o diretor-presidente.

Segundo Adiló, a queda nas receitas foi provocada pelo excesso das chuvas no segundo semestre, que fez a Codeca operar com mais de R$ 300 mil no vermelho no setor de obras e derrubou as projeções iniciais sobre o lucro. A execução de obras de pavimentação, por exemplo, é uma das prinicpais rendas da Codeca. O enxugamento da máquina pública por conta da crise econômica mundial é outro fator apontado por ele.

— Se a Câmara não aprovar esse repasse de R$ 3,8 milhões, a Codeca terá de garantir esse valor e isso vai impactar em uma redução no ritmo das obras públicas — avisa Adiló.

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