Alunos da escola Coelho Neto, no Bom Jesus, estudam em contêineres.

Construção de novo prédio para 400 crianças ainda é promessa

Roberta Schuler | roberta.schuler@diariogaucho.com.br

O drama das salas de aula de lata, vivido pela Escola Estadual General Neto, do Bairro Lageado – que sofreu durante um ano e meio até ter sua nova sede, entregue este mês -, se repete na Escola Estadual de Ensino Fundamental Coelho Neto, no Bairro Bom Jesus, na Capital. Desde 2008, pelo menos 400 dos 720 estudantes são obrigados a ter aula em contêineres.
Com a demolição da antiga brizoleta, a promessa era de que um novo pavilhão seria erguido em seguida, o que não aconteceu.
– Se continuássemos daquele jeito, deixaríamos de oferecer 400 vagas. Só aceitamos os contêineres porque a obra se iniciaria em 2009 – lembra a diretora Patrícia Jaqueline Andreola da Silva.
– Alunos sofrem com a situação
De acordo com alunos e professores, os módulos de lata são quentes no verão e gelados no inverno. Mas a maior queixa são os banheiros:
– O banheiro enferruja e o mau cheiro fica impregnado. Já pensamos até em comprar creolina para a limpeza – diz a professora, acrescentando que não há caixa coletora para os dejetos, apenas um buraco.
Aluna da quinta série, Katryne dos Santos Sebastião, dez anos, elogia o ensino na Coelho Neto, mas se queixa:
– É difícil de ouvir a professora quando está chovendo. E é muito quente no verão.
– Quadra interditada
Durante um temporal, em novembro de 2009, uma árvore despencou sobre uma sala de aula. Com a destruição, a escola perdeu mais um espaço. A árvore foi serrada pelos bombeiros, mas não foi retirada e está interditando a quadra de esportes.
A Secretaria Estadual da Educação informa que a construção de um novo prédio já está em fase de licitação.
RECORTE E COBRE

O problema: aulas em contêineres
A solução: a construção de um novo pavilhão com salas de aula
Quem promete: o secretário estadual da Educação, Ervino Deon.
Quando: até novembro deste ano, todas as escolas que funcionam em módulos serão concluídas.
Onde cobrar: Avenida Borges de Medeiros, 1501. Telefone: 3288-4700.
DIÁRIO GAÚCHO

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