Alckmin anuncia pacote de obras

SÃO PAULO – Na tentativa de diminuir o desgaste político gerado com as sucessivas enchentes em São Paulo, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem investimentos na ordem de R$ 800 milhões, para tentar minimizar o problema. Pelo menos 13 pessoas morreram, vítimas de deslizamentos de terra e de afogamento, devido às chuvas que caíram de segunda para terça-feira. A capital registrou mais de 120 pontos de alagamento. Córregos e rios transbordaram, incluindo o Tietê.

O pacote contra as enchentes prevê obras para a retirada de 4,18 milhões de metros cúbicos de resíduos dos rios Tietê e Pinheiros, a construção de dois piscinões, na divisa de São Paulo com as cidades de Taboão da Serra e São Caetano do Sul, a abertura de licitação para a compra de três turbinas para aumentar em até 60% a capacidade de bombeamento das águas do rio Pinheiros para a represa Billings e a construção de um sistema de canais às margens do rio Tietê, entre a capital e Guarulhos.

O desassoreamento dos rios Tietê e Pinheiros deve ser feito na metade do prazo previsto inicialmente. As obras podem terminar ainda este ano. As bombas devem funcionar no Pinheiros em dois anos.

Alckmin anunciou a construção do parque da Várzea do Tietê nos próximos quatro anos e a retirada de 5 mil famílias do local. Elas devem receber casas dos programas habitacionais do Estado e da prefeitura da capital. Ele disse que ajudará as famílias que perderam suas casas nas enchentes, com o pagamento de R$ 1 mil. Para isso, as prefeituras precisam fazer o levantamento das áreas classificadas em estado de calamidade e os moradores prejudicados.

Ao lado do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), adversário político de Alckmin, o governador afirmou que o governo disponibilizou para a Prefeitura de São Paulo 50 caminhões para a limpeza de bueiros e dez caminhões-pipa, para a limpeza das ruas enlameadas.

Tanto Alckmin quanto Kassab culparam as condições climáticas pelo caos. “Qualquer obra tem sua capacidade”, disse Kassab. “É impossível prometer que qualquer intervenção vai liberar uma região de alagamentos.” Ao ser perguntado sobre a repetição anual dos problemas, Alckmin desconversou. “O desassoreamento é eterno. Se passar um verão sem desassorear, vai acumular 500 mil metros cúbicos de areia, sofá, geladeira, papel e sujeira dentro do rio”, disse. “A água tem muita energia e arrasta muito material.”

O rebaixamento da calha do rio Tietê foi uma das principais apostas de Alckmin em sua gestão anterior, entre 2002 e 2006 e vitrine de sua campanha presidencial, em 2006. O projeto, no entanto, não evitou transbordamentos.

(Cristiane Agostine | Valor)

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