Agora, Corsan diz “não” à Prefeitura.

STA. CRUZ > ESTATAL NÃO ACEITA A PROPOSTA DE CONTRATO-TAMPÃO E DESAGRADA AO EXECUTIVO

José Augusto Borowsky
zeaugusto@gazetadosul.co
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O relacionamento entre a Corsan e a Prefeitura de Santa Cruz do Sul, que vem causando polêmica desde o ano passado, ganhou ontem mais um ingrediente. A estatal não aceitou a proposta do município de renovar o contrato por um ano, até que seja decidida a licitação para a prestação dos serviços de água e esgoto.

Em meados de 2009, a Prefeitura obteve autorização legislativa para elaborar o Plano Municipal de Saneamento e abrir licitação para a prestação dos serviços. O fato, na época, desagradou à Corsan e a seus funcionários, que realizaram protestos contra o município.

Como o contrato com a estatal se encerrou em 21 de dezembro, o município propôs a renovação por um ano, para não haver prejuízos à comunidade. Ontem, a empresa disse que não aceita e voltou a insistir em assinar por 20 anos. A decisão não foi bem recebida pelo Executivo, que aponta uma tentativa de pressão por parte da companhia.

O presidente da Corsan, Luiz Zaffalon, explicou que a lei do saneamento determina que qualquer renovação de contrato teria que ser feita seis meses antes do vencimento. “Como recebemos a proposta na véspera do vencimento, não foi possível aceitá-la.” No entender do dirigente, o contrato-tampão não teria valor nenhum. “Queremos renovar com Santa Cruz, mas dentro de um contrato-programa, por duas décadas.”

Ele garantiu que a decisão da companhia não muda nada em relação a Santa Cruz, pois os serviços continuarão sendo prestados normalmente. Inclusive, as obras iniciadas no fim do ano passado, como a troca de redes no Centro e a implantação de novos reservatórios, vão continuar. “A Prefeitura e a população podem ficar tranquilas, pois na prática tudo permanece igual.”

EMPRÉSTIMO

A única coisa que não deve se confirmar, conforme Zaffalon, é a realização de um empréstimo, de R$ 35 milhões, para investimentos no município. Seriam R$ 28 milhões para redes e reservatórios e R$ 11 milhões para o tratamento de esgoto, totalizando R$ 39 milhões com a contrapartida.

Como a liberação do dinheiro depende do contrato com o município, a operação não deve se concretizar. “É uma pena, pois poderíamos começar logo as obras.” Se a Prefeitura efetivamente abrir licitação e a Corsan for a vencedora, garantiu que a empresa vai reencaminhar o pedido de empréstimo.

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