Agerba deve se pronunciar hoje sobre as lanchinhas de Mar Grande.

Os proprietários de embarcações que fazem a travessia Salvador-Mar Grande devem ser recebidos nesta quinta-feira (6) pelo diretor-executivo da Agerba, Renato José para tratar da utilização, pelas lanchinhas, dos piers de atracação do Terminal Náutico, no Comércio, que agora é “administrado” pela Agerba. Eles estão sendo prejudicados pela Agerba, que está querendo, mesmo sem base legal, transferir o terminal para uma empresa privada, que, segundo se comenta, pode ser a TWB ou até mesmo outro grupo do sul do país que estaria em negociações com uma “comissão especializada”.

A reunião na Agerba era para ter acontecido ontem. Mas o diretor Renato José deixou os 13 representantes da Associação dos Transportadores Marítimos da Ilha de Itaparica (Astram) esperando por mais de duas horas na recepção da sede da agência, no CAB.

“Ele (Renato José) alegou que precisava se preparar melhor para nos receber, porque não tinha ainda informações sobre a operação do Terminal Náutico. Por isso, decidiu que somente hoje (6) poderia haver reunião”, disse um diretor da Astran.

Com certeza, o dirigente da Agerba deve ter passado a noite toda lendo o regulamento para tentar aprender um pouco sobre o papel e as reais atribuições de uma agência de regulação. É possível que tenha absorvido alguma coisa. Funcionários da Agerba consultados pelo JORNAL DA MÍDIA já reconhecem que o diretor-executivo conseguiu superar, depois de dois meses, a fase de achar que a agência “cuidava de avião e não de ônibus”.

Sem dúvida, um grande avanço.

O termo de cessão em que a Sudesb transfere para a Agerba a gestão do Terminal Náutico foi publicado no feriado de 1º de Maio, no último sábado. Aliás, é uma prática comum adotada pela atual diretoria da Agerba a publicação de resoluções e editais de licitação aos sábados e domingos. Ninguém sabe qual é o motivo.

Mesmo sem se sentir ainda ”preparado”, o diretor da Agerba recebeu ontem o deputado estadual Capitão Tadeu e a presidente da Associação Comercial de Vera Cruz, Lenise Ferreira. Mas não deu uma só palavra, se limitando a ouvir e a fazer anotações. O deputado já tinha sido informado sobre a questão do Terminal Náutico através da matéria publicada ontem pelo JORNAL DA MÍDIA, com o título Agerba ”arma” para acabar com as lanchinhas.

O artigo repercutiu na imprensa, na Assembléia Legislativa e na área governamental pelo seu conteúdo, em que alerta o Governo Wagner para possíveis problemas que poderiam prejudicar os usuários da travessia Salvador-Mar Grande e os trabalhadores das lanchinhas. Hoje, por exemplo, o jornal A TARDE já publica matéria sobre o assunto.

TWB – A presidente da Associação Comercial de Vera Cruz, Lenise Ferreira., que há muito tempo defende a melhoria do sistema ferry-boat, através de vários documentos encaminhados à Agerba, afirmou:

“Entregar a exclusividade da travessia marítima Salvador-Ilha de Itaparica à TWB representa um crime. Em relação as lanchas, luto para a aprovação do projeto de lei que regulamenta o transporte hidroviário no Estado da Bahia, apresentado em audiência pública na Agerba em 17/12/2007. No momento em que este projeto for aprovado poderão todas as lanchas que fazem transporte de passageiros no Estado da Bahia participar de processos licitatórios e concorrer de forma legal com a gananciosa TWB”.

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