9º BEC se prepara para tocar PAC.

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem

O 9º Batalhão de Engenharia de Construção (9ºBEC) já se prepara para dar início às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Cuiabá. Com a interrupção dos trabalhos em Cuiabá e Várzea Grande, em agosto do ano passado, a prefeitura da Capital pediu que o Exército assumisse a tarefa.

De acordo com o coronel do 9º BEC, Fernando Miranda, assim que o período de chuva passar, os soldados começam a trabalhar nos canteiros de obras. “Provavelmente em março começamos o trabalho de verdade. Temos que esperar essas chuvas passarem. Não adianta a gente abrir buraco agora, o trabalho fica prejudicado”, afirmou.

Enquanto isso, os engenheiros do Batalhão elaboram o projeto executivo da construção, que detalha o plano de trabalho a ser realizado. “Já fizemos esse plano, mas o Ministério das Cidades pediu algumas alterações. Neste momento o projeto está em Brasília para apreciação”, explica o coronel.

O Exército assumiu apenas o lote 1 do PAC Cuiabá, que trata da implementação do sistema de abastecimento de água da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Tijucal. A rede de águas e adutoras será feita em bairros do entorno do CPA, Distrito Industrial e Santa Cruz. Esse trabalho devia ser realizado pelo Consórcio Cuiabano, formado pelas empresas Concremax, Três Irmãos, Lumen, Gemini e Encomind.

O Batalhão não teve condições de assumir a totalidade das obras porque grande parte de seus homens já está empregada em outros projetos, inclusive do PAC, na região norte do Estado e até no Pará. No total, são 7 lotes na capital.

Cerca de 100 homens estarão nessa empreitada em Cuiabá. O coronel adianta que haverá licitação para contratação de empresas que realizarão serviços em que o Batalhão não é especializado, como na parte de automação.

Segundo Miranda, o dinheiro para os custos da obra será repassado para o Exército direto do Ministério das Cidades, Pasta responsável pelo PAC. “Provavelmente será feito um destaque interministerial, ou seja, o dinheiro do Ministério das Cidades será repassado direto para as Forças Armadas”.

As obras do PAC em Cuiabá e Várzea Grande estão paralisadas desde agosto do ano passado, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Pacenas, apontando esquema de fraudes nos processos de licitação. As empreiteiras ganhadoras da concorrência foram afastadas dos canteiros de obras e tiveram os recursos bloqueados. As prefeituras das duas cidades trabalham em novas licitações, além de enfrentar uma batalha judicial com as empresas que foram excluídas do trabalho.

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