Taxa de desemprego fica estável em abril

Sônia, da Conlicitação, contratou Daniel (sentado de azul) e Jorge, fato que se repetiu nos meses anteriores.

O desemprego ficou estável em todo o País no mês de abril. É o que aponta a Pesquisa Mensal de Emprego divulgada ontem. O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a taxa de desempregados foi a mesma registrada no mês de março – 10,4% da população economicamente ativa do País. O quadro também é considerado estável em relação a abril do ano passado, quando a taxa de desocupação ficou em 10,8%.
Houve aumento, no entanto, no rendimento médio mensal dos trabalhadores (descontada a inflação). O valor passou de R$ 1008,42 em março, para R$ 1012,50 no mês de abril. A alta é de 0,4% em relação ao mês passado, mas chega a 4,7% na comparação com o mesmo período de 2005. Este é o décimo mês consecutivo em que a variação anual dos rendimentos é positiva.

A pesquisa mostra que também cresceu o número de pessoas que trabalham com carteira assinada no setor privado. O aumento foi de 5,2% em relação ao número apurado em abril do ano passado. O resultado foi influenciado principalmente pelas taxas registradas em São Paulo (6,5%) e em Belo Horizonte (6,7%).

De acordo com o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo, o conjunto dos resultados é o melhor para o mês de abril desde 2002, quando teve início a série atual da pesquisa. Ele avaliou que, embora não tenham sido criados novos postos de trabalho, o resultado revela uma qualificação do emprego. “É um mês louvável no poder de compra do trabalhador e no aumento da formalização”, afirmou.

Para Cimar Azeredo, os resultados são conseqüência do cenário favorável da economia. Ele apontou a redução da taxa de juros, a inflação em queda e o baixo risco-País como fatores que influenciaram positivamente o mercado de trabalho. A expectativa do técnico do IBGE é que haja redução da taxa de desemprego no Brasil no mês de maio. “Os resultados positivos de abril mais a o resultado da série histórica indicam que a taxa de maio vá cair,” disse Azeredo.

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE mede a relação entre o mercado e a força de trabalho no País. O levantamento é realizado mensalmente nas seis principais regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte. São consideradas desocupadas aquelas pessoas que estavam sem trabalho, estavam disponíveis e tomaram alguma atitude para conseguir trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. ( ABr )

Contratações ajudam

Fátima Lourenço

A estabilidade na taxa de desocupação registrada em abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) teve a contribuição de todas as regiões pesquisadas. Em São Paulo, a taxa ficou em 10,7%, contra os 10,6% verificados no mês de março.

Se depender de empresas como a Consórcio Nacional de Licitação (Conlicitação), de Sônia Lúcia de Moura, essa estabilidade deverá continuar. Especializada em montar clippings sobre licitações, Sônia fez contratações em todos os meses deste ano e acaba de efetivar mais dois funcionários.

Agora, são 63 colaboradores. Palavra, aliás, bem adequada à gestão de pessoal da empresa. Segundo Sônia, uma das dez finalistas do Prêmio Mulher Empreendedora do Sebrae-SP em 2005 – as contratações acontecem por indicação e aval dos funcionários.

O recém-contratado Daniel Alves de Oliveira, de 18 anos, por exemplo, foi indicado pela cunhada da cabeleireira que possui um salão nas imediações da empresa. Jorge Rodrigues da Matta, de 55 anos, pelos filhos, também funcionários da Conlicitação.

Daniel tem o perfil da maioria dos funcionários da empresa: entre 17 e 24 anos e no seu primeiro emprego. Ele tem por tarefa selecionar licitações nos jornais e as inserir nos sistemas desenhados pela Conlicitação para que possam ser enviadas aos mais de 4,5 mil assinantes do serviço. Aluno de um curso de web design , tem ensino médio concluído e planeja ser jornalista. “Quero continuar aqui para pagar minha faculdade.”

Já para Matta, ex-conferente de uma empresa de ônibus, a reposição no mercado de trabalho estava prejudicada por conta da idade. Ele buscava um emprego desde agosto de 2005. E mostra-se muito feliz com a função de sair a campo para coletar avisos de licitação. O projeto mais imediato é comprar um carro para substituir pelo que vendeu durante o período de desemprego.

Fonte: Diário do Comércio

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