Governo fez 584 mil licitações em 2007

por Patrícia Acioli

Em 2007 o governo abriu 584 mil licitações nos níveis municipal, estadual e federal. Este número indica que as compras públicas são um mercado promissor. O resultado do ano passado supera o de 2005 e 2006, quando foram registradas, respectivamente, 435 mil e 536 mil licitações. “Esse número é muito expressivo porque traduz oportunidades de negócio espalhadas por todo país”, diz Sônia Lúcia de Moura, diretora do Consórcio Nacional de Licitação (Conlicitação), empresa especializada no setor.

Os segmentos da economia mais beneficiados pelas compras dos órgãos públicos, segundo levantamento da Conlicitação, foram, em 2007, o de material de escritório, que despontou com a 48.648 licitações; e o de produtos e materiais médicos, que participou de 41.940 licitações.

Depois aparecem suprimentos de informática, com 36.643, e equipamentos de informática, com 33.188. Materiais de construção não ficam longe, aparecem em quinto lugar no ranking entre os mais comprados, com 29.834 seguido do segmento de gêneros alimentícios (28.169) e produtos de higiene e limpeza, que tiveram 27.525 oportunidades de negócios no âmbito dos órgãos públicos.

Segundo Moura, o segmento privilegiado pelo mercado de licitação é o de engenharia, tanto no quesito serviço como no material.”Por exemplo, manutenção predial, todo órgão público precisa disto”, diz. As empresas que trabalham com produtos de manutenção e reposição de material também são sempre requisitadas. “O setor de material vem em segundo lugar. Isso em função dos produtos e equipamentos da área de escritório, por exemplo. Material de consumo e de apoio ao serviço público, como copo descartável e material de informática, não pode faltar”, explica a diretora da Conlicitação.

A RCC Consultoria, outra empresa ligada ao mercado licitatório, estima que há um movimento de cerca de R$ 100 bilhões por ano em compras governamentais. De acordo com a empresa, as aquisições de órgãos públicos têm predominância no setor de serviços. Normalmente os de vigilância e limpeza. Os produtos e serviços relacionados aos setores da construção, saneamento, informática e de saúde, que cresceram bastante nos últimos anos.

As previsões das empresas de licitação apontam que, embalado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é possível que este ano seja melhor para o setor de engenharia. A diretora da Conlicitação diz que o termômetro para esta afirmação pode ser o fato de entidades como a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Sindicato de Construção do Estado (Sinduscon) promoverem ventos para preparar os empresários a participar de licitações.

“Principalmente agora que as pequenas empresas se inseriram no mercado pela Lei Geral é preciso capacitar os fornecedores”, diz Moura.

A empresa RHS, que trabalha com compras governamentais, viu a necessidade de fazer uma página específica na Internet para atender a demanda dos ramos de saneamento, infra-estrutura e construção civil.

Para especialistas na área, é difícil traçar um perfil exato das compras governamentais, mas alguns segmentos irão vender sempre, como o setor hospitalar e o de alimentação. As licitações para alimentação de presídios no Brasil, por exemplo, costumam ser disputadas. A atual aposta de segmento que deverá lucrar com o governo é para o de informática e automação, porque os órgãos públicos estão passando por um processo de digitalização que representa um gasto continuo.

A licitação é o procedimento administrativo para as compras ou serviços contratados pelos governos, seja federal, estadual ou municipal e ela tem várias modalidades. Uma delas é o pregão eletrônico, que de 2004 para cá, acumulou aumento no total das licitações realizadas: segundo o Ministério do Planejamento, só o governo federal economizou R$ 1,6 bilhão com o uso do pregão eletrônico entre janeiro a outubro de 2007. O valor corresponde à redução de 15% obtida na contratação de R$ 9,4 bilhões por meio desta modalidade. A economia significa a diferença do preço máximo aceito pela Administração por cada produto ou serviço e o que efetivamente foi contratado após a disputa on-line entre os fornecedores.

Os estados brasileiros seguiram o exemplo do governo federal e têm ampliado o uso do pregão eletrônico. São Paulo, que representa 32% de todas as licitações do País, fez 63.439 pregões, em 2007 – e mais que dobrou o uso da modalidade em quatro anos. Em 2004, foram realizados 33.143 pregões eletrônicos pelo governo estadual. Moura explica que os estados que conseguiram evoluir nas compras governamentais foram aqueles que usaram a Internet como aliada. “O boom das licitações se deve a este marco para o universo dos fornecedores e comprados de órgão públicos. A informatização dos procedimentos registra o antes e o depois das licitações. Ela encurtou os caminhos das informações para o mundo dos negócios”.

Em 2007 o governo abriu 584 mil licitações nos níveis municipal, estadual e federal; resultado supera o de 2005 e de 2006; entre os segmentos mais beneficiados está o de material de escritório e construção.

Fonte: Diário Comércio Indústria & Serviços

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